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Nódulo na Tireoide

 

Médico com uma agulha em uma tireoide de plástico - Nódulo na Tireoide

Imagem:shutterstock

 

Ser diagnosticado com um nódulo na tireoide nem sempre é motivo para pânico. Em cerca de 90 a 95% dos casos os nódulos são benignos e, com acompanhamento periódico, não trazem riscos ao paciente.

O nódulo na tireoide pode ser sólido, cístico (conteúdo líquido no seu interior) ou misto (sólido-cístico). Independentemente do tipo do nódulo na tireoide, ele deve ser analisado e acompanhado junto a um endocrinologista, pois é indispensável confirmar ou descartar a presença de um câncer.

Os nódulos de tireoide são mais frequentes na população acima dos 40 anos — com maior concentração no público feminino e em idosos. A gravidade não tem relação com a idade, mas sim com a desregulação nas funções da glândula tireoide e com a possibilidade de o nódulo ser maligno.

Saiba a seguir as possíveis causas dos nódulos na tireoide, diagnóstico e protocolos de tratamento indicados por um endocrinologista.

Como se forma o nódulo na tireoide?

Nódulo de tireoide é uma massa de tecido que cresceu indevidamente na glândula ou um cisto cheio de líquido no seu interior.

A causa do aparecimento dos nódulos de tireoide é indefinida na maioria das pessoas. É conhecido que fatores hereditários e deficiência de iodo podem estar relacionados ao surgimento desses nódulos. No Brasil, como o sal vendido nos mercados é enriquecido com iodo, a deficiência de iodo já não é mais um problema no nosso país.

É necessário atenção quanto ao surgimento do nódulo de tireoide, uma vez que essa glândula é responsável pela produção de dois hormônios — a triiodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4) — que agem diretamente no metabolismo do indivíduo. Quando a produção desses hormônios é impactada pela presença do nódulo, o paciente pode apresentar sintomas mais intensos.

Outro motivo que justifica atenção com os nódulos de tireoide é a possibilidade de malignidade. Ou seja, a possibilidade de o nódulo ser na realidade um câncer na tireoide.

Uma consulta com um endocrinologista é capaz de identificar essas anormalidades e orientar quanto ao protocolo que tratará a condição.

É normal ter nódulos na tireoide?

A resposta para tal questionamento é não.

Porém, como já mencionado acima, o diagnóstico de nódulo na tireoide não é motivo de pânico, principalmente se o paciente for avaliado por um profissional qualificado. É uma condição cada vez mais frequente devido à maior realização de exame de ultrassom de pescoço.

Quais são os sintomas dos nódulos na tireoide?

É comum que os nódulos não causem sintomas ao paciente. Entretanto, se o nódulo for muito grande, ele pode pressionar outras estruturas do pescoço, resultando em:

  • Percepção do nódulo no pescoço causando incômodo;
  • Mudança no timbre da voz ou rouquidão;
  • Sensação de dificuldade para respirar;
  • Dificuldade de deglutição.

Quando o nódulo leva a um aumento na produção dos hormônios da tireoide, o paciente pode apresentar outros sintomas, a saber:

  • Suor excessivo;
  • Aumento da sensação de fome;
  • Quadros de ansiedade;
  • Irritabilidade;
  • Perda de peso;
  • Fadiga;
  • Queda de cabelo acentuada;
  • Aumento dos batimentos do coração.

Como é diagnosticado o nódulo na tireoide?

Os nódulos de tireoide podem ser diagnosticados no exame clínico realizado na consulta médica, por meio da palpação da tireoide. Nódulos muito pequenos podem passar desapercebidos no exame físico e só serem vistos no exame de ultrassom.

Não há recomendação de fazer ultrassom de tireoide como exame de rotina em toda a população com objetivo de rastrear os nódulos de tireoide. No geral, o ultrassom é solicitado para complementar a investigação de um nódulo descoberto no exame físico ou quando o paciente apresenta algum fator de risco para nódulo ou câncer de tireoide, como histórico familiar e exposição prévia a radiação no pescoço.

Além disso, faz parte da investigação do nódulo a realização de exames de sangue para a dosagem dos hormônios da tireoide, o TSH e o T4 livre. A depender do resultado desses hormônios, pode ser indicado a realização da cintilografia de tireoide.

De acordo com as características do nódulo observadas no exame físico e no ultrassom, também pode ser necessária a realização de uma punção ou biópsia. A Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) é um procedimento minimamente invasivo e que não requer cuidados antes e após a sua realização. Com o auxílio de uma agulha bem fina, o médico faz a punção (aspira uma amostra do nódulo) sendo guiado pela imagem do ultrassom. Bem rápido, a PAAF ajuda a determinar se o nódulo na tireoide é benigno ou maligno.

Tratamento de nódulos e cistos

Nódulos benignos e cistos geralmente não necessitam de nenhuma intervenção, a menos que sejam muito grandes e causem algum desconforto maior ao paciente. Isso, deve-se ao fato de os nódulos benignos não provocarem malefícios a saúde do indivíduo. Porém, mesmo nos nódulos benignos, é fundamental manter um acompanhamento regular com o endocrinologista para reavaliar periodicamente essa patologia.

Se o nódulo for associado ao hipertireoidismo (aumento da produção de hormônios pela tireoide), é necessário avaliar o melhor tratamento — que pode ser cirúrgico, medicamentoso ou terapia com iodo radioativo.

Já os nódulos malignos, na maioria dos casos, têm indicação de tratamento cirúrgico com remoção parcial ou completa da glândula tireoide. Esse tipo de cirurgia é chamado de tireoidectomia. No pós-operatório, o paciente repõe o hormônio da tireoide com medicamento e é necessário manter um seguimento a longo prazo com um endocrinologista.

Essas foram apenas algumas informações acerca dos nódulos na região da tireoide. Para diagnóstico preciso é necessário consultar-se com um médico. A endocrinologista Dra. Milena Miguita atende em dois consultórios distintos, sendo um em Higienópolis e outro no Morumbi. Entre em contato e agende uma consulta.