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Diabetes

 

Frutas e legumes em cima de um coração de madeira - diabetes

Imagem:shutterstock

 

A diabetes é uma condição crônica ocasionada pela deficiência na produção de insulina pelo pâncreas ou pela resistência na sua ação. Doença de grande prevalência na população, com estimativa de 13 milhões de brasileiros acometidos, ela demanda atenção e aconselhamento médico periódico.

A especialidade que acompanha pacientes diagnosticados com diabetes é a endocrinologia. Ao ser assistido por um profissional especializado, o paciente identifica o tipo de diabetes, sua origem e o tratamento que minimizará a situação e proverá melhora na qualidade de vida.

A doença é caracteriza por subtipos. Veja a seguir os tipos de diabetes e como se dá o desenvolvimento da condição.

O que é diabetes e como se desenvolve?

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e tem como função controlar os níveis de glicose (ou nível de açúcar) que circula pelo organismo.

A falta desse hormônio ou a resistência à sua ação acarretam o diabetes mellitus. Independentemente do tipo do diabetes, quando a doença está descompensada, o paciente pode apresentar aumento da sede, vontade de micção constante e perda de peso.

A condição pode ocasionar episódios de hiperglicemia, quando o nível de açúcar está muito aumentado no sangue e de hipoglicemia, que é a queda brusca do nível de açúcar e ocorre quando o paciente usa insulina ou alguns tipos de medicações para o tratamento da doença. Em ambos os casos, o indivíduo tem seu bem-estar afetado, podendo inclusive ter um episódio de síncope (desmaio) e alteração da visão.

Quais os tipos dessa doença?

Os principais tipos de diabetes são: tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional.

No diabetes tipo 1 o sistema imunológico do paciente funciona de forma equivocada, produzindo autoanticorpos que atacam as células beta do pâncreas (células produtoras de insulina). Simplificando, a produção da insulina pelo pâncreas se torna insuficiente ou nula, elevando drasticamente o nível de glicose na corrente sanguínea.

A estimativa é que dos mais de 13 milhões de brasileiros portadores da condição, cerca de 5 a 10% sejam diagnosticados com diabetes tipo 1. Este tipo tem maior incidência em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer também em adultos.

Já o tipo 2 é caracterizado pela resistência à insulina, resultando na incapacidade do organismo de usar a insulina produzida para controlar os níveis glicêmicos. É a forma mais frequente, com 90 a 95% dos diabéticos sendo enquadrados no tipo 2. O diagnóstico é mais comum em indivíduos adultos e tem relação direta com hábitos de vida pouco saudáveis, sedentarismo e obesidade.

O diabetes gestacional, como o nome já diz, se inicia durante a gestação atual, podendo ser transitório ou persistir após o parto. É uma condição diagnosticada durante as consultas de pré-natal e requer um acompanhamento cuidadoso da gestante e do bebê.

Sintomas

O organismo costuma dar sinais quando algo não vai bem.  Quando o diabetes afeta seu funcionamento, ele emite alguns alertas. São eles:

  • Aumento da fome, situação chamada de polifagia ou hiperfagia;
  • Sede constante ou polidipsia;
  • Formigamento nos pés e mãos;
  • Vontade de urinar diversas vezes ou poliúria;
  • Infecções urinárias frequentes e infecções de pele;
  • Feridas que demoram para cicatrizar;
  • Visão embaçada.

Os sintomas são equivalentes nos dois tipos de diabetes e devem ser acompanhados de forma contínua. Pacientes com diagnóstico tardio têm maiores chances de evolução para cetoacidose diabética e coma, situações consideradas emergenciais no paciente diabético.

No caso do diabetes gestacional, pode ocorrer:

  • Aumento de pressão arterial na gestação;
  • Maior risco de parto prematuro e hemorragia pós-parto;
  • Ganho excessivo de peso do bebê;
  • Hipoglicemia e icterícia no bebê após o parto;
  • Maior risco de a gestante desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

Diagnóstico e identificação do portador de diabetes

Um exame simples e rápido com uma gota de sangue (glicemia capilar) já consegue identificar uma alteração na taxa de glicose. Alteração na glicemia capilar e/ou a presença de sintomas são indicações para uma consulta com um endocrinologista. Esse profissional solicitará alguns exames mais aprofundados: glicemia de jejum, hemoglobina glicada e a curva glicêmica.

O primeiro é um exame de sangue colhido com jejum mínimo de oito horas e máximo de 12 horas. Uma glicemia de jejum de até 99mg/dl é considerada normal. Valores entre 100 e 125mg/dl são sugestivos de pré-diabetes. Valor maior ou igual a 126 mg/dl (confirmado após segunda coleta de sangue) é indicativo de diabetes.

A hemoglobina glicada também é um exame de sangue, sendo considerado normal um valor de até 5,6%. Entre 5,7 e 6,4% é sugestivo de pré-diabetes e valores superiores a 6,5% fazem diagnóstico de diabetes.

No teste oral de tolerância a glicose, também conhecido como curva glicêmica, o paciente ingere uma solução de 75g de glicose e faz coletas sucessivas de sangue. Uma glicemia duas horas após a ingestão de glicose superior a 200mg/dl é indicativa de diabetes.

Como tratar diabetes mellitus 1 e 2?

No diabetes tipo 1, o tratamento é baseado no uso de insulina, seja por meio da aplicação de múltiplas doses ou do uso de dispositivos de infusão contínua de insulina.

No diabetes tipo 2, o tratamento inicial é baseado no uso de medicações via oral (anti-diabéticos orais) e, com o decorrer do tempo, pode ser necessário o uso de insulina. Em pacientes muito descompensados, ao diagnóstico pode ser indicado tratamento inicial com insulina.

Em ambos os tipos de diabetes, é importante o planejamento alimentar, a prática de exercícios físicos e acompanhamento das glicemias.

É essencial que o paciente tenha acompanhamento com um endocrinologista, médico especialista capaz de indicar o melhor tratamento com base na necessidade do indivíduo.

Essas são apenas algumas informações relativas ao diabetes. Caso ainda tenha restado dúvidas, entre em contato e agende uma consulta em um de nossos consultórios.

Fontes:

Ministério da Saude;

Milena Miguita.