Fale conosco pelo WhatsApp

Obesidade

 

Médica com uma fita métrica em uma mulher com obesidade.

Imagem:shutterstock

A obesidade é uma doença crônica que atinge um número muito grande de pessoas em todo o mundo. Estima-se que em 2025 cerca de 2,3 bilhões de indivíduos adultos estarão acima do peso. No Brasil, a realidade não é diferente, uma vez que mais da metade da população já se encontra com excesso de peso. A obesidade se tornou um problema de saúde pública que afeta todas as faixas etárias: crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Uma das preocupações em relação à obesidade é o fato dessa condição aumentar o risco de o paciente desenvolver outras doenças crônicas, como:

  • Doenças cardiovasculares como pressão alta e ataque cardíaco;
  • Diabetes;
  • Apneia do sono;
  • Distúrbios de colesterol;
  • Doenças articulares como artrite e artrose;
  • Refluxo Esofágico;
  • Diversos tipos de câncer.

Esta é uma doença multifatorial que se relaciona não só com os hábitos de vida do paciente, mas também com fatores hereditários.

Para entender mais sobre essa condição que afeta um número tão grande de brasileiros, confira abaixo as causas, tratamentos e demais particularidades da obesidade.

O que é obesidade e seus números no Brasil

A obesidade é caracterizada pelo excesso de peso devido ao acúmulo excessivo de gordura corporal. Por definição, é considerado obeso o indivíduo que apresenta índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 30kg/m2. É uma doença crônica e inflamatória cujo aumento da prevalência tem relação direta com o estilo de vida atual da população, que muitas vezes inclui uma alimentação rica em alimentos ultraprocessados e pouco tempo para a prática de exercícios.

No período de 2006 a 2018, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou mais de 65%. Os números realmente preocupam, pois 55,7% da população adulta do país apresenta excesso de peso e 19,8% está obesa, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2018. Hoje, no Brasil, cerca de 20,7% das mulheres e 18,7% dos homens têm obesidade.

Os dados da obesidade infantil no Brasil também são alarmantes. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 12,9% das crianças entre 5 e 9 anos e 7% dos adolescentes entre 12 e 17 anos têm obesidade.

O que pode levar à obesidade?

A obesidade tem relação com uma série de fatores, por isso muitas vezes não conseguimos identificar uma única causa que levou o paciente a ganhar peso. Dentre os fatores que podem contribuir para o ganho de peso, é importante destacar:

  • Sedentarismo;
  • Hábitos alimentares: aumento da ingestão calórica, baixo consumo de vegetais e frutas, alto consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar;
  • Alto nível de estresse e privação de sono;
  • Uso de alguns medicamentos que podem aumentar apetite;
  • Fatores hereditários e genéticos que regulam a forma como o indivíduo estoca a gordura no corpo;
  • Fatores emocionais.

Além disso, existem algumas doenças endócrinas mais raras que podem levar a ganho de peso, como a síndrome de Cushing e a acromegalia.

Levando em consideração todas as causas que podem estar envolvidas no ganho de peso, fica claro que ninguém se torna obeso porque quer ou por ser preguiçoso. É uma condição crônica que precisa ser encarada com respeito por parte do médico que acompanha o paciente.

Vale evidenciar que esses são alguns fatores que colaboram para que um indivíduo se torne obeso. Ao consultar-se com um médico endocrinologista, outras situações podem ser identificadas como agravantes e potencializadoras da obesidade.

Como saber se eu estou obeso(a)?

O paciente com excesso de peso pode ser classificado de acordo com o valor do Índice de Massa Corporal, o conhecido IMC. O valor do IMC é o resultado da divisão do peso do paciente (em Kg) pela altura (em metros) ao quadrado. Os valores de IMC e seu significado estão listados abaixo:

  • Abaixo de 18,6 – Baixo peso
  • De 18,6 até 24,9 – Peso normal
  • De 25 até 29,9 – Sobrepeso
  • De 30 até 34,9 – Obesidade grau I
  • De 35 até 39,9 – Obesidade grau II
  • Acima de 40 – Obesidade grau III ou mórbida

Além do valor do IMC, outros parâmetros são importantes na avaliação do paciente com excesso de peso, como a medida da circunferência abdominal. Assim, a consulta médica com exame físico é essencial para o correto diagnóstico do sobrepeso e da obesidade.

Obesidade: um mal, por vezes, silencioso

A obesidade vai muito além dos dígitos que aparecem na balança. São as condições ditas “invisíveis” em um primeiro momento que fazem da obesidade uma doença que aumenta os riscos de um mal súbito e de outras doenças graves. Em alguns pacientes, a alteração dos exames de sangue, como o aumento do colesterol e do açúcar no sangue, não aparece imediatamente, o que pode dar a falsa impressão de que o indivíduo obeso está saudável.

O acúmulo de gordura na região abdominal e nos demais órgãos prejudica o bom funcionamento do organismo, gera um processo de inflamação persistente e aumenta o risco de morte. Pacientes obesos têm maior propensão a desenvolver diversas doenças devido ao excesso de gordura acumulada em seu organismo. Além das já citadas no texto acima, podemos também destacar a esteatose hepática não alcoólica, síndrome metabólica, problemas musculoesqueléticos, asma, infertilidade e depressão.

Tratamento para sobrepeso

Ao abordarmos as questões relativas à obesidade, não estamos falando em estética ou em peso considerado “ideal”. O processo de “aceitação do corpo como ele é” é algo extremamente importante e não devemos nos tornar reféns de padrões de beleza. Assim, o objetivo do tratamento da obesidade é promover melhora da saúde e da qualidade de vida.

A base do tratamento de perda de peso é a restrição de calorias na alimentação associada, quando possível, à prática de exercícios físicos. Porém, somente essa orientação não é suficiente para que o paciente perca peso na maioria das vezes, tendo em vista o complexo mecanismo envolvido na obesidade. Assim, podem ser necessárias outras abordagens.

O paciente precisa de uma avaliação global para o entendimento dos hábitos de vida, qualidade de sono, padrões alimentares, questões emocionais, antecedentes de saúde pessoais e familiares. Uma avaliação clínica associada aos exames complementares corretos consegue identificar as causas do ganho de peso e, aí sim, a estratégia do tratamento fica personalizada e com maiores taxas de sucesso.

Além da melhora nos hábitos de vida e do suporte psicológico e motivacional que ajuda o paciente a mudar seus hábitos, podem ser necessárias medicações que ajudam o paciente a ter menos apetite, maior sensação de estômago cheio e menor compulsão alimentar.

Como já evidenciado, a endocrinologia é a especialidade da Medicina capaz de tratar de forma correta a obesidade. Entre em contato e agende seu horário em um dos consultórios da endocrinologista Dra. Milena Miguita.