Sarcopenia – não é só perder músculo

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Sarcopenia – não é só perder músculo

A sarcopenia vai além da simples perda de massa muscular. A redução da força e da funcionalidade também faz parte do diagnóstico e pode comprometer a independência e a qualidade de vida. 

Sarcopenia não é apenas perda de músculo: entenda

Muitas pessoas acreditam que a sarcopenia ocorre apenas quando há perda visível de massa muscular. No entanto, esse conceito está incompleto. Atualmente, sabe-se que a sarcopenia é um distúrbio muscular progressivo caracterizado tanto pela redução da quantidade de músculo quanto pela perda da força muscular.

Essa condição pode comprometer significativamente a mobilidade, a independência e a qualidade de vida, especialmente com o avanço da idade.

O que é sarcopenia?

A sarcopenia é uma doença muscular associada ao envelhecimento, mas que também pode ocorrer em outras situações clínicas.

Os principais critérios para o diagnóstico incluem:

  • Redução da força muscular;
  • Diminuição da massa muscular;
  • Perda da capacidade funcional.

Ou seja, não basta avaliar apenas a quantidade de músculo. É fundamental analisar se esse músculo está funcionando adequadamente.

Como a força muscular é avaliada?

Existem testes simples que ajudam a identificar a perda de força muscular.

Entre eles estão:

  • Teste de força de preensão palmar com dinamômetro;
  • Teste de sentar e levantar da cadeira durante 30 segundos;
  • Avaliação da velocidade de caminhada.

Já a quantidade de massa muscular pode ser medida por exames como:

  • DEXA (densitometria corporal);
  • Bioimpedância;
  • Medida da circunferência da panturrilha, quando exames mais sofisticados não estão disponíveis.

O que é obesidade sarcopênica?

Existe uma condição chamada obesidade sarcopênica, caracterizada pela presença simultânea de excesso de gordura corporal e baixa massa ou força muscular.

Isso significa que uma pessoa pode apresentar sobrepeso ou obesidade e, ao mesmo tempo, ter pouca massa muscular e baixa funcionalidade.

Essa associação aumenta o risco de:

  • Quedas;
  • Fragilidade;
  • Perda de autonomia;
  • Diminuição da mobilidade;
  • Maior mortalidade.

Como tratar a sarcopenia?

O tratamento deve ser individualizado, mas geralmente inclui:

Treinamento de força

Exercícios resistidos são fundamentais para preservar e recuperar a massa e a força muscular.

Alimentação adequada

Um aporte adequado de proteínas é essencial para a manutenção do músculo.

Tratamento da obesidade

Nos casos de obesidade sarcopênica, o tratamento medicamentoso para obesidade pode ser indicado, desde que associado ao exercício físico e ao suporte nutricional adequado.

O objetivo não é apenas perder peso, mas promover uma perda de peso com preservação da funcionalidade e da independência.

Mais importante do que a quantidade de músculo

No final das contas, não importa apenas quanto músculo uma pessoa possui, mas o que ela consegue fazer com ele.

Conseguir levantar de uma cadeira sozinho, caminhar com segurança e manter a autonomia são indicadores fundamentais de saúde e qualidade de vida.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é sarcopenia?

Sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e funcionalidade.

Sarcopenia acontece apenas em idosos?

Embora seja mais comum com o envelhecimento, a sarcopenia também pode ocorrer em pessoas mais jovens, especialmente na presença de doenças crônicas, sedentarismo ou obesidade.

Como saber se tenho sarcopenia?

O diagnóstico envolve avaliação da força muscular, da massa muscular e da capacidade funcional, por meio de testes físicos e exames específicos.

O que é obesidade sarcopênica?

É a associação entre excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular.

É possível prevenir a sarcopenia?

Sim. A prática regular de exercícios de força, uma alimentação rica em proteínas e o acompanhamento médico adequado ajudam na prevenção.

Dra. Milena Miguita
CRM: 141.465 – RQE: 56848
Atendimento humanizado e a prezar pelo bem-estar do paciente. Esses são os focos da clínica de endocrinologia da Dra. Milena Miguita.

Referências