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Você ronca alto? Entenda a relação da apneia do sono com obesidade e doenças do coração

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Você ronca alto? Entenda a relação da apneia do sono com obesidade e doenças do coração
Data de postagem: 14/10/2026
Data de atualização: 14/10/2026

Ronco alto, pausas na respiração, engasgos durante o sono e cansaço diurno podem indicar apneia do sono. Entenda como a obesidade favorece esse distúrbio, por que ele pode aumentar o risco cardiovascular e qual é a importância do diagnóstico e do tratamento adequados. Entenda mais sobre esse assunto!

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A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio caracterizado por interrupções da respiração durante o sono. Ronco alto, engasgos noturnos, pausas respiratórias percebidas por outra pessoa, cansaço ao acordar e sonolência durante o dia são sinais.

O excesso de peso aumenta o risco dessa condição e pode contribuir para sua progressão. Sem diagnóstico e tratamento, a apneia se relaciona à hipertensão, alterações metabólicas e risco de doenças cardiovasculares.

Neste artigo, abordaremos os sinais da apneia do sono, sua relação com a obesidade e seus impactos cardiovasculares. Leia até o final e saiba mais!

Quais são os principais sinais da apneia do sono?

O ronco alto é um dos sinais mais conhecidos da apneia obstrutiva do sono, mas não deve ser analisado isoladamente. A doença ocorre quando a musculatura da garganta relaxa durante o sono e favorece episódios repetidos de obstrução parcial ou completa das vias aéreas, reduzindo ou interrompendo temporariamente a passagem de ar.

Alguns sinais devem aumentar a suspeita:

  • Ronco intenso e frequente;
  • Engasgos, sufocamento ou despertares durante a noite;
  • Pausas respiratórias observadas por outra pessoa;
  • Sono não reparador e cansaço ao acordar;
  • Sonolência excessiva durante o dia;
  • Queda de concentração, memória ou rendimento.

Esses episódios podem causar redução repetida da oxigenação e pequenos despertares que fragmentam o sono, mesmo quando a pessoa não percebe que acordou. Por isso, alguém pode permanecer várias horas na cama e ainda despertar cansado, com dificuldade para manter atenção e disposição ao longo do dia.

A presença desses sintomas merece avaliação médica, especialmente quando há obesidade, hipertensão ou outras condições cardiometabólicas. O diagnóstico costuma envolver avaliação clínica e exame do sono, como polissonografia ou métodos domiciliares indicados para casos selecionados. 

Identificar a apneia permite definir sua gravidade e escolher o tratamento mais adequado para cada paciente e acompanhar a resposta ao longo do tempo.

Qual é a relação entre obesidade e apneia do sono?

A obesidade é um dos principais fatores de risco modificáveis para a apneia obstrutiva do sono. O acúmulo de gordura ao redor do pescoço e das estruturas das vias aéreas superiores pode diminuir seu calibre e favorecer o colapso durante o sono. 

Além disso, a gordura abdominal pode reduzir os volumes pulmonares, contribuindo para maior instabilidade das vias aéreas.

Alguns fatores relacionados ao excesso de peso podem aumentar a suspeita:

  • IMC elevado;
  • Circunferência abdominal aumentada;
  • Maior circunferência do pescoço;
  • Ganho de peso progressivo associado à piora do ronco.

A relação pode ocorrer nos dois sentidos. A obesidade favorece a apneia, enquanto sono fragmentado, sonolência, alterações hormonais e redução da disposição para atividade física podem dificultar o controle do peso em algumas pessoas. Forma-se, assim, um ciclo que pode agravar tanto os sintomas noturnos quanto as alterações metabólicas.

A perda de peso, quando indicada, pode reduzir a gravidade da apneia e integra o tratamento de pessoas com sobrepeso ou obesidade. Entretanto, emagrecer não substitui automaticamente outras terapias. 

Dependendo da gravidade, anatomia, sintomas e comorbidades, podem ser recomendados CPAP (Continuous Positive Airway Pressure), aparelhos intraorais, medidas comportamentais ou outras intervenções. 

O acompanhamento individualizado permite tratar simultaneamente a obstrução respiratória, o peso e fatores cardiometabólicos associados com segurança clínica.

Por que a apneia do sono aumenta o risco cardiovascular?

A apneia obstrutiva do sono não afeta apenas a qualidade do descanso. As obstruções repetidas das vias aéreas provocam períodos de hipóxia intermitente, microdespertares e oscilações da pressão dentro do tórax. Esses eventos ativam o sistema nervoso simpático e podem favorecer inflamação, estresse oxidativo, disfunção endotelial e alterações da pressão arterial.

Com o tempo, a apneia obstrutiva do sono está associada a diferentes problemas cardiovasculares:

  • Hipertensão arterial, inclusive de difícil controle;
  • Arritmias, como fibrilação atrial;
  • Doença arterial coronariana;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Acidente vascular cerebral.

Obesidade e apneia frequentemente coexistem com diabetes, dislipidemia e síndrome metabólica. Essa combinação concentra diferentes mecanismos de risco cardiovascular, tornando especialmente importante reconhecer e tratar cada fator presente. 

A associação observada em estudos, porém, não significa que todo paciente com apneia desenvolverá doença cardíaca.

O tratamento depende da gravidade da apneia obstrutiva do sono e das características individuais. O CPAP mantém as vias aéreas abertas durante o sono e é uma das principais terapias, sobretudo em casos moderados ou graves. 

Controle do peso, atividade física, redução do álcool e manejo das doenças associadas também são relevantes. Diagnosticar e tratar a apneia melhora sintomas e parâmetros clínicos, embora o efeito de algumas terapias sobre infarto e mortalidade cardiovascular ainda seja estudado na prática clínica.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quais são os principais sinais da apneia do sono?

Ronco alto, pausas na respiração, engasgos noturnos, cansaço ao acordar e sonolência durante o dia estão entre os principais sinais.

Roncar alto significa que a pessoa tem apneia do sono?

Não necessariamente. O ronco é um sinal comum, mas o diagnóstico depende da avaliação médica e, quando indicado, de exames do sono.

Qual é a relação entre obesidade e apneia do sono?

O excesso de gordura ao redor do pescoço e no abdômen pode favorecer o fechamento das vias aéreas durante o sono e aumentar o risco de apneia.

A apneia do sono pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares?

Sim. A condição está associada a problemas como hipertensão, arritmias, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca e AVC.

Perder peso pode melhorar a apneia do sono?

Sim. Quando indicada, a perda de peso pode reduzir a gravidade da apneia, mas não substitui necessariamente outros tratamentos, como o CPAP.

Dra. Milena Miguita
CRM: 141.465 – RQE: 56848
Atendimento humanizado e a prezar pelo bem-estar do paciente. Esses são os focos da clínica de endocrinologia da Dra. Milena Miguita.

Referências

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Gabriela Mitsuko Tasaka
28/03/2024
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Dra. Milena é uma excelente profissional. Muito atenta aos problemas do paciente e muito atenciosa, sempre me tratou com muita empatia. Recomendo!
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sergio almeida sergio
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As consultas com a Milena são sempre produtivas e educativas. Aprendo muito com as suas explicações. Sinto total confiança nela.
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Gessica Anjos
03/12/2023
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Dra. Milena super atenciosa, me senti segura e a vontade durante a consulta.
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Lari
27/11/2023
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O atendimento das secretárias para marcação de consulta é ótimo, e a infraestrutura do consultório também. A dra Milena é calma e paciente para explicar a doença e o tratamento. Recomendo!
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Fernanda Lucio
23/11/2023
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Dra Milena faz uma consulta prática é bem explicativa no tempo certo. Falamos por quase 1 hora, levei meus pontos e ela me apresentou todos os pontos de vista possíveis para me direcionar a um diagnóstico é um tratamento correto. Excelente!
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maria da graça graciano
23/11/2023
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Atenciosa amigável Interesse em atender com profissionalismo e carinho Gostei