Os alimentos ultraprocessados estão cada vez mais presentes na rotina alimentar e podem impactar diretamente a saúde. Entenda como identificá-los, o que dizem as novas diretrizes internacionais e como o Brasil já abordava esse tema. Entenda mais sobre esse assunto!

Veja o que mudou nas novas diretrizes de saúde
Alimentos ultraprocessados são produtos industrializados que passam por diversas etapas de processamento e recebem aditivos para alterar sabor, textura e durabilidade. Esses alimentos se tornaram comuns pela praticidade e forte apelo comercial, mas levantam preocupações crescentes sobre seus impactos na saúde.
O consumo frequente de ultraprocessados está associado a padrões alimentares pobres em nutrientes e ricos em substâncias artificiais. Diante disso, diretrizes nacionais e internacionais vêm reforçando alertas e recomendações para reduzir sua ingestão.
Neste artigo, abordaremos o que são alimentos ultraprocessados e como identificá-los no cotidiano, as recomendações presentes nas novas diretrizes americanas e o paralelo com o Guia Alimentar para a População Brasileira de 2014. Leia até o final e saiba mais!
O que são alimentos ultraprocessados e como identificá-los no dia a dia?
Alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas majoritariamente a partir de substâncias extraídas de alimentos ou sintetizadas em laboratório. Eles costumam conter pouco ou nenhum alimento in natura em sua composição original.
Esses produtos passam por múltiplas etapas industriais e utilizam aditivos como corantes, aromatizantes, emulsificantes e realçadores de sabor. O objetivo é criar alimentos altamente palatáveis, de preparo rápido e longa validade, o que favorece o consumo excessivo.
Veja abaixo outras características dos alimentos ultraprocessados:
• Presença de muitos ingredientes com nomes pouco conhecidos;
• Uso frequente de aditivos alimentares artificiais;
• Rótulos com listas extensas de componentes;
• Alegações de saúde que mascaram o grau de processamento.
Muitos ultraprocessados são percebidos como saudáveis por estarem associados a tendências atuais, como produtos proteicos, suplementos, barras nutricionais ou iogurtes enriquecidos. Mesmo assim, continuam sendo ultraprocessados quando possuem formulações industriais complexas.
A leitura atenta do rótulo é essencial para reconhecer esses alimentos. Quanto mais distante o produto estiver de sua forma natural e quanto maior o número de ingredientes artificiais, maior a chance de ser ultraprocessado.
O que dizem as novas diretrizes americanas sobre o consumo de ultraprocessados?
As novas diretrizes alimentares americanas reforçam a importância de padrões alimentares baseados em alimentos minimamente processados. O foco está na qualidade global da dieta, e não apenas em nutrientes isolados.
Essas diretrizes destacam que o consumo frequente de ultraprocessados está relacionado à maior ingestão de açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. Esses componentes, quando consumidos em excesso, elevam o risco de doenças crônicas.
Assim, as novas diretrizes reforçam:
• Incentivo ao consumo de alimentos frescos e preparados em casa;
• Redução de produtos industrializados prontos para consumo;
• Atenção ao marketing de produtos ultraprocessados;
• Valorização de padrões alimentares sustentáveis.
Outro ponto relevante é o alerta sobre produtos que se apresentam como funcionais ou fortificados, mas mantém características típicas de ultraprocessados. A diretriz recomenda cautela ao interpretar alegações nutricionais.
Assim, o documento americano sinaliza uma mudança importante ao reconhecer que o grau de processamento dos alimentos influencia diretamente a saúde, indo além da análise tradicional de calorias e macronutrientes.
Comparando as diretrizes internacionais e o Guia Alimentar Brasileiro de 2014
O Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado em 2014, foi pioneiro ao classificar os alimentos conforme o grau de processamento. Ele já orientava a evitar alimentos ultraprocessados e priorizar a comida de verdade.
No capítulo sobre a escolha dos alimentos, o guia destaca que os ultraprocessados tendem a substituir refeições tradicionais, prejudicando hábitos alimentares e a cultura alimentar. Essa abordagem se alinha às recomendações mais recentes internacionais:
• Preferência por alimentos in natura ou minimamente processados;
• Valorização do preparo doméstico das refeições;
• Evitar produtos ultraprocessados no cotidiano;
• Atenção ao impacto social e cultural da alimentação.
O documento brasileiro também ressalta que os ultraprocessados favorecem o consumo automático e desatento, dificultando a percepção de saciedade. Esse comportamento contribui para excessos que geram ganho de peso e elevam o risco de desenvolver problemas metabólicos.
Ao comparar as diretrizes, observa-se uma convergência clara entre as mesmas. Ambas reforçam que reduzir ultraprocessados é uma estratégia central para promover saúde, prevenir doenças e estimular uma alimentação mais consciente.
Perguntas Frequentes:
O que são alimentos ultraprocessados?
São produtos industrializados feitos com substâncias artificiais e múltiplas etapas de processamento.
Por que alimentos ultraprocessados não são saudáveis?
Porque costumam ser ricos em açúcar, gordura, sódio e pobres em nutrientes essenciais.
Como identificar alimentos ultraprocessados?
Pela lista extensa de ingredientes, presença de aditivos e baixo teor de alimentos naturais.
Quais são exemplos de alimentos ultraprocessados?
Refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, barras industrializadas e refeições prontas.
